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Medicamentos Genéricos Hospitalares | Anti-Infecciosos | Aciclovir Sidefarma
Aciclovir Sidefarma
1. NOME DO MEDICAMENTO
Aciclovir Sidefarma 250 mg pó para solução para perfusão.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada frasco para injetáveis contém 250 mg de aciclovir, sob a forma de sal sódico.

Excipientes com efeito conhecido:
- Sódio - 26 mg (sob a forma de aciclovir sódico e hidróxido de sódio)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA
Pó para solução para perfusão.
Pó liofilizado estéril branco.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1 Indicações terapêuticas
Aciclovir Sidefarma Pó para Solução para Perfusão está indicado no tratamento das seguintes infeções:
- Infeção por Herpes simplex:
- em recém-nascidos;
- em doentes imunodeprimidos;
- na encefalite herpética;
- em doentes imunocompetentes, no tratamento de episódios graves de herpes genital inicial;
- Infeção por Varicella zoster – varicela/zona (ver secção 4.4).

Aciclovir Sidefarma em perfusão está indicado para profilaxia das seguintes infeções:
- Infeção por Herpes simplex em doentes imunodeprimidos;
- Infeção por CMV em indivíduos sujeitos a transplante de medula óssea (ver secção 4.4)

4.2 Posologia e modo de administração
Posologia

Adultos
A dose em pacientes obesos deve ser calculada a partir do seu peso ideal em vez do seu peso atual.
Infeção por Herpes simplex (exceto encefalite herpética) ou Varicella zoster: 5 mg/kg de peso corporal de 8 em 8 horas;
Encefalite herpética ou doentes imunodeprimidos com infeção por Varicella zoster (função renal normal): 10 mg/kg de peso corporal, de 8 em 8 horas;
Para profilaxia de infeções por CMV em indivíduos submetidos a transplante de medula óssea recomendam-se doses de 500 mg/m2 de aciclovir, administradas por via intravenosa, três vezes por dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas. A duração do tratamento recomendada é desde 5 dias antes até 30 dias após o transplante;
Para profilaxia de infeções por Herpes simplex em doentes imunodeprimidos recomenda-se doses de 1500 mg/ m2/dia. A duração do tratamento recomendada é de 30 dias.

População pediátrica

Posologia na criança
A dose de aciclovir IV em crianças de 3 meses a 12 anos de idade é calculada em função da área corporal.
A crianças com infeção por Herpes simplex (exceto encefalite herpética) ou Varicella zoster devem administrar-se 250 mg/m2 de área corporal de 8 em 8 horas; A crianças imunodeprimidas com infeção por Varicella zoster ou encefalite herpética devem administrar-se doses de 500 mg/m2 de 8 em 8 horas se a função renal for normal.
Apesar de limitada, a informação disponível sugere que na profilaxia da infeção por CMV em crianças com idade superior a 2 anos, submetidas a transplante de medula óssea, poderá administrar-se a dose para adultos.
Em bebés e crianças com insuficiência renal, a dose deverá ser ajustada de acordo com o grau de insuficiência (ver Posologia na Insuficiência Renal).

Posologia no recém-nascido
A dose de aciclovir IV no recém-nascido é calculada em função do peso corporal.
Infeção por Herpes. simplex: 10 mg/kg de peso corporal de 8 em 8 horas.

Posologia em doentes idosos
Em doentes idosos, a clearance total do aciclovir diminui paralelamente à clearance da creatinina. Deve ter-se especial atenção à redução da dose em doentes idosos com clearance da creatinina alterada.
Nos idosos deve ser considerada a possibilidade de insuficiência renal e as doses ajustadas em função da mesma (Ver Insuficiência Renal, abaixo).
Deve ser mantida uma hidratação adequada do doente.


Posologia em doentes com insuficiência renal
Recomenda-se precaução na administração de Aciclovir IV por perfusão em doentes com insuficiência renal. Deve ser mantida uma hidratação adequada.


Ajustes de dose em adultos e adolescentes:

Clearance da creatinina Dose
25 - 50 ml/min A dose acima recomendada (5 ou 10 mg/kg de peso corporal) de 12 em 12 horas
10 -25 ml/min A dose acima recomendada (5 ou 10 mg/kg de peso corporal) de 24 em 24 horas
0 (anúria) - 10 ml/min Doentes em diálise peritoneal contínua, em ambulatório: as doses acima recomendadas (5 ou 10 mg/Kg de peso corporal) devem ser reduzidas para metade e administradas de 24 em 24 horas.

Doentes em hemodiálise: as doses acima recomendadas (5 ou 10 mg/Kg de peso corporal) devem ser reduzidas para metade e administradas de 24 em 24 horas, após a diálise.


Ajustes de dose em bebés e crianças:

Clearance da creatinina Dose
25 - 50 ml/min/1,73 m2 A dose acima recomendada (250 ou 500 mg/m2 de área corporal) ou 20 mg/kg de peso corporal), de 12 em 12 horas
10 - 25 ml/min/1,73 m2 A dose acima recomendada (250 ou 500 mg/m2 de área corporal) ou 20 mg/kg de peso corporal, de 24 em 24 horas
0 (anúria) - 10 ml/min/1,73 m2 Doentes em diálise peritoneal contínua, em ambulatório: as doses acima recomendadas (250 ou 500 mg/m2 de área corporal ou 20 mg/kg de peso corporal) devem ser reduzidas para metade e administradas de 24 em 24 horas.

Doentes em hemodiálise: as doses acima recomendadas (250 ou 500 mg/m2 de área corporal ou 20 mg/kg de peso corporal) devem ser reduzidas para metade e administradas de 24 em 24 horas, após a diálise.


A duração do tratamento com aciclovir IV é, geralmente, de 5 dias, podendo ser adaptada de acordo com a situação clínica do doente e a sua resposta à terapêutica. O tratamento da encefalite herpética e das infeções por H. simplex no recém-nascido tem, geralmente, a duração de 10 dias.
A duração da administração profilática de aciclovir IV é determinada pela duração do período de risco.

A administração intravenosa de aciclovir deve ser considerada, em particular, em doentes com imunodepressão grave ou em doentes com absorção intestinal deficiente.
O tratamento da infeção por Herpes simplex da pele e das mucosas e da infeção por Varicella zoster deve iniciar-se o mais cedo possível após início da infeção. A terapêutica produz melhores resultados quando iniciada o mais cedo possível após aparecimento da erupção cutânea.

Modo de administração
Aciclovir Sidefarma deve ser administrado por perfusão intravenosa lenta durante 1 hora.

Reconstituição:
Quando reconstituído como recomendado, a solução para perfusão de Aciclovir Sidefarma é límpida e incolor ou ligeiramente amarelada.
Ver 6.6

4.3 Contraindicações
Hipersensibilidade ao aciclovir, valaciclovir ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização


Deve ser mantida uma hidratação adequada em doentes a receberem doses elevadas de aciclovir oral ou intravenoso.
Doses intravenosas devem ser administradas por perfusão durante pelo menos uma hora para evitar a precipitação de aciclovir nos rins. A injeção rápida ou em bólus deve ser evitada.v O risco de insuficiência renal está aumentado com a utilização com outros fármacos nefrotóxicos. Recomenda-se precaução na administração de aciclovir i.v. com outros fármacos nefrotóxicos.

O aciclovir não é o medicamento de primeira escolha para a profilaxia da infeção por CMV. Apesar de ter sido demonstrado que o aciclovir, em doses elevadas, reduz a incidência e atrasa o início da infeção por CMV, existem outros antivíricos mais eficazes que o aciclovir nesta indicação.
Quando doses elevadas de aciclovir intravenoso são seguidas por seis meses de tratamento com aciclovir oral em doses elevadas a mortalidade e a incidência de viremia são também reduzidas.
O tratamento da varicela com antivíricos não é habitualmente recomendado em crianças e adolescentes imunocompetentes.

Utilização em doentes com insuficiência renal e em doentes idosos

O aciclovir é eliminado através de depuração renal e deste modo a dose deve ser reduzida em doentes com insuficiência renal (ver secção 4.2). Nos doentes idosos existe maior probabilidade de insuficiência renal e assim, neste grupo de doentes, deve ser considerada a necessidade de redução da dose. Tanto os doentes idosos como os doentes com insuficiência renal têm um risco aumentado de desenvolver efeitos secundários neurológicos e devem ser monitorizados de perto relativamente ao surgimento dos mesmos. Nos casos notificados, estas reações foram, de um modo geral, reversíveis após descontinuação do tratamento (ver secção 4.8)

Recomenda-se precaução especial com a função renal de doentes em tratamento com doses elevadas (por exemplo, na encefalite herpética), particularmente em doentes desidratados ou que tenham qualquer lesão renal.

Aciclovir Sidefarma reconstituído tem um pH de aproximadamente 11,0 e não deve ser administrado por via oral.

Ciclos de tratamento com aciclovir repetidos ou prolongados em doentes gravemente imunocomprometidos podem resultar na seleção de estirpes de vírus com suscetibilidade reduzida e que podem não responder ao tratamento continuado com aciclovir (ver secção 5.1)

Este medicamento contém 26 mg de sódio por frasco para injetáveis (aproximadamente 1,13 mmol). Deve ser tido em consideração em pacientes com dieta de sódio controlada.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

O aciclovir é eliminado principalmente pela urina, na forma inalterada, por secreção tubular ativa. Qualquer medicamento, administrado concomitantemente, que compita com este mecanismo pode aumentar as concentrações plasmáticas de aciclovir. O probenecide e a cimetidina aumentam a AUC (Área sob a Curva) do aciclovir através deste mecanismo e reduzem a clearance renal do aciclovir. Contudo, não é necessário ajuste da dose pelo largo índice terapêutico do aciclovir. Em doentes a tomar aciclovir I.V., deve ter-se precaução durante a administração concomitante de medicamentos que competem com o aciclovir pela eliminação, devido ao potencial aumento dos níveis plasmáticos de um ou dos dois medicamentos e seus metabolitos. Foi demonstrado um aumento das AUCs plasmáticas do aciclovir e do metabolito inativo de micofenolato mofetil, um agente imunossupressor usado em doentes transplantados, quando os dois medicamentos são administrados simultaneamente. Caso seja administrado lítio concomitantemente com uma dose elevada de aciclovir I.V., as concentrações plasmáticas de lítio devem ser monitorizadas devido ao risco de toxicidade por lítio. A administração simultânea de aciclovir I.V. e medicamentos que afetem outros aspetos da fisiologia renal (por ex.: ciclosporina, tacrolimus) requer especial atenção (com monitorização das alterações da função renal).

Um estudo experimental em 5 indivíduos do sexo masculino indica que terapia concomitante com aciclovir aumenta a AUC da teofilina em aproximadamente 50%. Recomenda-se que sejam medidas as concentrações plasmáticas durante a terapia concomitante com aciclovir.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez
Uma avaliação pós-comercialização de aciclovir documentou os resultados obtidos em grávidas expostas a aciclovir (qualquer formulação). Estes registos demonstraram que não houve um aumento do número de defeitos congénitos nos recém-nascidos expostos a aciclovir em comparação com a população em geral, as deficiências congénitas que se verificaram não foram consistentes com o uso generalizado. A administração sistémica de aciclovir em testes normalizados internacionalmente aceites não produziu efeitos teratogénicos ou embriotóxicos em coelhos, ratos ou ratinhos. Num teste não normalizado em ratos, foram observadas anormalidades a nível do feto mas apenas no seguimento de doses subcutâneas elevadas surgiu a toxicidade maternal. A relevância clínica destes resultados é ainda incerta.

O uso de aciclovir I.V. deve ser considerado apenas quando os benefícios esperados para a mãe sejam superiores aos eventuais riscos.

Amamentação
Após administração oral de 200 mg, 5 vezes por dia, detetaram-se níveis de aciclovir no leite materno em concentrações que variam de 0,6 a 4,1 vezes os níveis plasmáticos correspondentes. Estes valores expõem potencialmente as crianças a serem amamentadas, a doses até 0,3 mg/kg de peso corporal por dia, recomendando-se precaução na administração de aciclovir em mulheres a amamentar.
A decisão entre continuar/interromper o aleitamento ou continuar/interromper a terapêutica com aciclovir deve ter em conta o benefício do aleitamento para a criança e o benefício da terapêutica com aciclovir para a mulher.

Fertilidade
Não há experiência do edeito de aciclovir i.v. na fertilidade humana. Foi demonstrado que aciclovir em comprimidos não tem qualquer efeito definitivo sobre o número, morfologia ou mobilidade dos espermatozoides no homem.
Após a administração de doses sistémicas de aciclovir significativamente superiores à dose terapêutica no rato e no cão, foram referidos efeitos adversos reversíveis sobre a espermatogénese, associados com a toxicidade geral. Estudos de duas gerações, no rato, com administração por via oral, não demonstraram qualquer efeito do aciclovir sobre a fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Aciclovir i.v. é utilizado, habitualmente, em doentes hospitalizados, pelo que a informação sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não é relevante. Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As categorias de frequência associadas aos eventos adversos que se descrevem seguidamente são estimativas. Para a maior parte destes eventos, não existem dados que permitam uma estimativa adequada da sua incidência. É de notar que a incidência de cada evento adverso pode variar consoante a indicação terapêutica para a qual o fármaco é administrado.
A seguinte convenção tem sido utilizada para classificar os efeitos indesejáveis em termos de frequência: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 e < 1/10), pouco frequentes (≥ /1.000 e < 1/100), raros (≥ 1/10.000 e < 1/1.000) e muito raros (< 1/10.000).

Doenças do sangue e sistema linfático
Pouco frequentes: diminuição dos índices hematológicos (anemia trombocitopenia, leucopenia)

Doenças do sistema imunitário
Muito raros: anafilaxia

Perturbações do foro psiquiátrico e doenças do sistema nervoso
Muito raros: Cefaleias, tonturas, agitação, confusão, tremor, ataxia, disartria, alucinações, sintomas psicóticos, convulsões, sonolência, encefalopatia, coma.

Os efeitos descritos anteriormente são geralmente reversíveis e observados em doentes com insuficiência renal ou com fatores predisponentes (ver secção 4.4).

Vasculopatias
Frequentes: Flebite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Muito raros: Dispneia

Doenças gastrintestinais
Frequentes: Náuseas, vómitos
Muito raros: Diarreia, dor abdominal

Afeções hepatobiliares
Frequentes: Aumento reversível das enzimas hepáticas
Muito raros: Aumento reversível da bilirrubina, icterícia, hepatite

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Frequentes: Prurido, urticária, erupção cutânea (incluindo fotossensibilidade)
Muito raros: Angioedema

Doenças renais e urinárias
Frequentes: Aumento dos níveis séricos de ureia e creatinina;
Um rápido aumento dos níveis séricos de ureia e creatinina poderá estar relacionado com as concentrações plasmáticas máximas e o estado de hidratação do doente. Para evitar este aumento, o fármaco não deve ser administrado por bólus intravenoso, mas sim por perfusão lenta ao longo de uma hora.
Muito raros: diminuição da função renal, insuficiência renal aguda, dor renal.
Deve manter-se hidratação adequada do doente. Caso ocorra diminuição da função renal, geralmente observa-se uma resposta rápida à reidratação do doente e/ou à redução da dose ou interrupção da administração. Contudo, excecionalmente, a situação pode evoluir para insuficiência hepática aguda.

A dor renal pode estar associada à insuficiência renal.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Muito raros: Fadiga, febre, reação inflamatória local
Foi referida reação inflamatória local grave, por vezes com ulceração cutânea, devido à administração acidental, por perfusão, de aciclovir IV em tecidos extravasculares.

Notificação de suspeitas de reações adversas
A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefíciorisco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos
Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53
1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 71 40
Fax: +351 21 798 73 97
Sítio da internet:
http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage
E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

A sobredose de aciclovir intravenoso resultou no aumento da creatinina sérica, ureia e nitrogénio sanguíneos e consequente insuficiência renal. Efeitos neurológicos incluindo confusão, alucinações, agitação, convulsões e coma foram descritos em associação com sobredose.

Tratamento:
Os doentes devem ser rigorosamente monitorizados para deteção de sinais de toxicidade. A hemodiálise favorece significativamente a remoção de aciclovir do sangue e pode, portanto, ser considerada uma opção na resolução da sobredosagem deste medicamento..

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1 Propriedades farmacodinâmicas
Grupo Farmacoterapêutico: 1.3.2 - Medicamentos anti-infecciosos. Antivíricos.
Outros Antivíricos, código ATC: J05A B01

Mecanismo de ação:
O aciclovir é um nucleosido análogo de purina sintética com atividade inibitória sobre os vírus herpes humanos, incluindo o vírus H. simplex (VHS) tipo I e II e Varicella zoster (VVZ), vírus Epstein Barr (VEB) e Citomegalovírus (CMV). Em culturas celulares, o aciclovir mostrou maior atividade antivírica sobre o VHS-1, seguido de (em ordem decrescente de potência) VHS-2,VVZ, VEB e CMV.
A atividade inibitória do aciclovir sobre o VHS-1, VHS-2, VVZ, VEB e CMV é altamente seletiva. A enzima timidinacinase (TK) das células normais, não infetadas, não utiliza eficazmente o aciclovir como um substrato, pelo que o aciclovir apresenta uma baixa toxicidade para células hospedeiras de mamíferos; no entanto, a timidinacinase codificada pelo VHS, VVZ e VEB converte o aciclovir em aciclovir monofosfato, um análogo de nucleosido, o qual é, de seguida, convertido em difosfato e finalmente em trifosfato, por enzimas celulares. O aciclovir trifosfato interfere com a polimerase do ADN vírico, inibindo a replicação do ADN vírico e causando a terminação da cadeia após incorporação no ADN vírico.
A administração repetida ou prolongada de aciclovir em doentes gravemente imunocomprometidos pode induzir a seleção de estirpes víricas com reduzida sensibilidade, que podem não responder ao tratamento contínuo com aciclovir. A maioria dos isolados clínicos com sensibilidade reduzida são relativamente deficientes em timidinacinase vírica; no entanto, foram observadas estirpes com timidinacinase vírica ou polimerase do ADN vírica alterada. A exposição in vitro de isolados do VHS ao aciclovir pode também originar estirpes menos sensíveis. A relação entre a sensibilidade determinada in vitro de isolados do VHS e a resposta clínica à terapêutica com aciclovir não é clara.
Os doentes deverão ser alertados para evitar uma potencial transmissão do vírus, particularmente, caso existam lesões ativas.

5.2 Propriedades farmacocinéticas
Nos adultos a semivida plasmática terminal do aciclovir após administração de aciclovir IV é de cerca de 2,9 horas. A maior parte do fármaco é excretada pelo rim, na forma inalterada. A clearance renal do aciclovir é substancialmente superior à clearance da creatinina indicando que a secreção tubular e a filtração glomerular contribuem para a sua eliminação renal. O único metabolito significativo do aciclovir é a 9-carboximetoximetilguanina, que corresponde a 10-15 % da dose excretada na urina. Quando o aciclovir é administrado 1 hora após a administração de 1g de probenecide, observa-se um aumento de 18 % e 40 %, respetivamente, na semivida terminal e na área sob a curva da concentração plasmática/tempo.
No adulto, a média das concentrações plasmáticas máximas no estado estacionário (Cssmax) após perfusão de 2,5 mg/kg, 5 mg/kg, 10 mg/kg e 15 mg/kg, durante 1 hora, foram de, respetivamente, 22,7 micromolar (5,1 microgramas/ml), 43,6 micromolar (9,8 (microgramas/ml), 92 micromolar (20,7 µg /ml) e 105 µg /ml (23,6 microgramas/ml). As Cssmin correspondentes, obtidas 7 horas depois, foram de 2,2 micromolar (0,5 microgramas/ml), 3,1 micromolar (0,7 microgramas/ml), 10,2 micromolar (2,3 microgramas/ml) e 8,8 micromolar (2,0 microgramas/ml), respetivamente. Em crianças de idade superior a 1 ano, obtiveram-se valores de Cssmax e Cssmin semelhantes quando a dose de 250 mg/m2 foi substituída por 5 mg/kg e a dose de 500 mg/m2 foi substituída por 10 mg/Kg. No recém-nascido (0-3 meses), após administração de doses de 10 mg/kg durante 1 hora, de 8 em 8 horas, obteve-se uma Cssmax de 61,2 micromolar (13,8 microgramas/ml) e Cssmin de 10,1 micromolar (2,3 microgramas/ml).
A semivida plasmática terminal média nestes doentes foi de 3,8 horas. Nos idosos, a clearance orgânica total diminui com a idade e está associada a diminuição da clearance da creatinina embora se verifique uma pequena alteração na semivida plasmática terminal.
Em doentes com insuficiência renal crónica a semivida terminal média foi de 19,5 horas.
A semivida média do aciclovir durante a hemodiálise foi de 5,7 horas e os níveis plasmáticos de aciclovir baixaram aproximadamente 60 % durante a diálise.
Os níveis no líquido cefalorraquidiano são aproximadamente 50% dos correspondentes níveis plasmáticos. A ligação às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (9-33%) e não são de antecipar interações com fármacos envolvendo deslocação da ligação às proteínas.

5.3 Dados de segurança pré-clínica
Mutagenicidade:
Os resultados de um número elevado de testes de mutagenicidade, in vitro e in vivo, indicam ser pouco provável que o aciclovir apresente risco genético para o homem.

Carcinogenicidade:
Em estudos a longo prazo, no rato e ratinho, não foram observados efeitos carcinogénicos.

Fertilidade:
Após a administração de doses sistémicas de aciclovir significativamente superiores à dose terapêutica no rato e no cão, foram referidos efeitos adversos reversíveis sobre a espermatogénese, associados com a toxicidade geral. Estudos de duas gerações, no rato, com administração por via oral, não demonstraram qualquer efeito do aciclovir sobre a fertilidade.

Teratogenicidade:
A administração sistémica de aciclovir em ensaios padrão internacionalmente aceites, não causou efeitos embriotóxicos ou teratogénicos no coelho, rato ou ratinho.
Num teste não padronizado realizado no rato, foram observadas anomalias fetais após administração subcutânea de doses de tal modo elevadas que induziram toxicidade materna. Não está estabelecido o significado clínico destes dados.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1 Lista dos excipientes
Hidróxido de sódio e água para preparações injetáveis.

6.2 Incompatibilidades
Não aplicável.

6.3 Prazo de validade
3 anos

Após reconstituição:
8 Horas se conservado a uma temperatura inferior a 25 ºC 24 Horas se conservado no frigorífico (2ºC - 8 ºC)

6.4 Precauções especiais de conservação
Conservar a temperatura inferior a 30ºC.
Conservar na embalagem de origem.
Condições de conservação do medicamento após reconstituição, ver secção 6.3.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente
Frasco para injetáveis de vidro Tipo II, transparente, de 10 ml, com rolha de borracha clorobutílica tipo I e cápsula de fecho tipo flip-off em alumínio e polipropileno com rótulo aderente. Cada embalagem de Aciclovir Sidefarma contém 1 ou 5 frascos para injetáveis.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Aciclovir Sidefarma não contém conservantes antimicrobianos. A reconstituição ou diluição, deve por conseguinte, efetuar-se sob estritas condições de assepsia ou imediatamente antes de usar. Qualquer solução não utilizada deve ser rejeitada. Quando reconstituída como recomendado, Aciclovir Sidefarma apresenta um pH de aproximadamente 11. A solução reconstituída ou diluída pode ser conservada 8 Horas a uma temperatura inferior a 25 ºC ou 24 Horas se conservada no frigorífico (2ºC - 8 ºC).

Reconstituição:
Aciclovir Sidefarma deve ser reconstituído num dos seguintes fluidos de perfusão água para preparações injetáveis ou cloreto de sódio injetável (0,9% p/v) de modo a obter-se uma solução contendo 25 mg de aciclovir por ml.
Aciclovir Sidefarma 250 mg deve ser reconstituído com 10 ml de água para preparações injetáveis ou de solução de cloreto de sódio para injetáveis (0,9 % p/v), de modo a obter-se uma solução a 25 mg de aciclovir por ml. Agitar levemente até dissolução completa do seu conteúdo.
Para a dose calculada, determinar a quantidade de frascos para injetáveis necessários. Para reconstituir cada frasco para injetável, adicionar o volume necessário do solvente de reconstituição e agitar cuidadosamente até o conteúdo do frasco estar completamente dissolvido.
Após a reconstituição deve administrar-se o Aciclovir Sidefarma por uma bomba infusora.
Alternativamente, a solução reconstituída pode ser diluída para se obter uma concentração em aciclovir não superior a 5 mg/ml (0,5 % p/v) para administração por perfusão.
- Adicionar o volume de solução reconstituída necessário ao fluido de perfusão escolhido, e agitar bem de modo a assegurar uma mistura homogénea.
- Crianças e recém-nascidos (é aconselhável um volume mínimo de solução de perfusão): a diluição deve ser feita numa base de 4 ml de solução reconstituída (100 mg de aciclovir) + 20 ml de fluido de perfusão.
- Adultos: recomenda-se a utilização de sacos de perfusão contendo 100 ml de fluido de perfusão, mesmo que se obtenha uma concentração de aciclovir substancialmente inferior a 0,5 % p/v. O saco de perfusão de 100 ml pode ser utilizado para qualquer dose entre 250 e 500 mg de aciclovir (10 e 20 ml de solução reconstituída); para doses entre 500 e 1000 mg deverá utilizar-se um segundo saco.
- Quando diluído como recomendado, Aciclovir Sidefarma é compatível com os seguintes fluidos de perfusão intravenosa e estável até 8 horas a uma temperatura inferior a 25 ºC::
- solução de cloreto de sódio para perfusão intravenosa (0,45 % e 0,9 % p/v);
- solução de cloreto de sódio para perfusão intravenosa (0,9 % p/v) e dextrose (5 % p/v) para perfusão intravenosa;
- solução de lactato sódico composto (solução de Hartmann) para perfusão intravenosa.
A diluição de Aciclovir Sidefarma como recomendado permite a obtenção de uma solução com concentração em aciclovir não superior a 0,5 % p/v.
Aciclovir Sidefarma não contém conservantes, pelo que a reconstituição e diluição devem ser efetuadas em condições de total assepsia e imediatamente antes de utilizar, desprezando a solução não utilizada.
Qualquer solução não utilizada, ou que apresente turvação ou cristais, antes ou durante a perfusão, deve ser rejeitada.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
SIDEFARMA – Sociedade Industrial de Expansão Farmacêutica, S.A.
Rua da Guiné, nº 26
2689-514 Prior Velho
Portugal


8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
N.º de registo: 5255849 - 1 Frasco para injectáveis, 250 mg / frasco, frasco de vidro Tipo II transparente
N.º de registo: 5255856 - 5 Frascos para injectáveis, 250 mg / frasco, frasco de vidro Tipo II transparente

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 29 de dezembro de 2009 10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO


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