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Medicamentos Genéricos Hospitalares | Anti-Infecciosos | Ceftriaxona Sidefarma
Ceftriaxona Sidefarma
Ceftriaxona Sidefarma 1000 mg Pó para Solução Injectável ou para Perfusão
Ceftriaxona Sidefarma 2000 mg Pó para Solução Injectável ou para Perfusão


Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.
- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico

O que é Ceftriaxona Sidefarma e para que é utilizado
Classificação farmacoterapêutica: 1.1.2.3. Medicamentos anti-infecciosos. Antibacterianos. Cefalosporinas. Cefalosporinas de 3ª geração;

Ceftriaxona Sidefarma está indicada no tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis, tais como:
-Sepsis;
-Meningite;
-Borreliose de Lyme disseminada (etapas inicial e tardia da doença);
-Infecções abdominais (peritonite, infecções das vias biliares e do tracto gastrointestinal);
-Infecções ósseas, articulares, tecidos moles, pele e feridas;
-Infecções em doentes imunodeprimidos;
-Infecções renais e das vias urinárias;
-Infecções das vias respiratórias, particularmente pneumonias, e infecções do ouvido, nariz e garganta;
-Infecções genitais (incluindo infecções gonorreicas).

Devem ser tidas em consideração as orientações oficiais sobre a utilização e prescrição apropriada de agentes antibacterianos

Antes de utilizar Ceftriaxona Sidefarma


Não utilize Ceftriaxona Sidefarma:
- se tem alergia (hipersensibilidade) à ceftriaxona, a qualquer outro antibiótico beta-lactâmico ou à penicilina, devido à possibilidade de reacção alérgica cruzada. - em recém-nascidos prematuros até 41 semanas de idade corrigida (semanas de gestação + semanas de vida) - em recém-nascidos de termo (até 28 dias de idade) com: - icterícia, hipoalbuminemia ou acidóticos, pois estas são situações em que é provável que a fixação da bilirrubina esteja alterada - necessidade (ou previsão denecessidade) de tratamento com cálcio endovenoso, ou de perfusões contendo cálcio, devido ao risco da precipitação ceftriaxona-cálcio;

As contra-indicações da lidocaína devem ser excluídas antes da injecção intramuscular da ceftriaxona, quando a lidocaína é utilizada como solvente.

Estão contra-indicadas injecções intramusculares deste medicamento:
-em crianças com idade inferior a 2 anos. -durante a gravidez e aleitamento.

Tome especial cuidado com Ceftriaxona Sidefarma
- se sofrer de qualquer outro tipo de reacção de alergia (hipersensibilidade) ou asma brônquica, dado as reacções de alergia à ceftriaxona serem mais frequentes nestes doentes.
- se sofrer de diátese alérgica (predisposição para reagir a determinados estímulos exteriores) dado as reacções alérgicas surgirem rapidamente e terem uma progressão grave após injecção intravenosa.
- se tiver insuficiência renal grave acompanhada por insuficiência hepática, sendo necessário uma redução de dose e/ou monitorização dos níveis séricos.
- se apresentar diarreia subsequente à administração deste antibiótico. A colite pseudomembranosa foi relatada em quase todos os antibióticos. Foi notificada diarreia associada ao Clostridium difficile (CDAD) com a utilização de quase todos os antibióticos, incluindo a ceftriaxona, cuja gravidade pode ir de diarreia ligeira a colite fatal. Se houver suspeita de CDAD ou se a existência do mesmo for confirmada, a utilização do antibiótico poderá ter que ser descontinuada. - se apresentar factores de risco para estase biliar.

Tal como com outras cefalosporinas, a possibilidade de choque anafiláctico não pode ser excluída, mesmo que a história do doente seja bem conhecida.

Cada toma de antibiótico pode levar a um crescimento de outros microrganismos resistentes à substância activa usada. Sinais de infecções secundárias consecutivas (incluindo candida e fungos) devem ser vigiados.

A ceftriaxona pode precipitar os rins quando administrada em doses elevadas e na presença de outros factores de risco. Esta situação pode levar a falha no funcionamento dos rins e na produção de urina, e é reversível com a paragem do tratamento.

Em doentes com qualquer idade, a ceftriaxona não pode ser misturada ou administrada simultaneamente com quaisquer soluções endovenosas contendo cálcio, mesmo através de vias de perfusão diferentes ou em locais de perfusão diferentes. No entanto, em doentes com idade superior a 28 dias, ceftriaxona e as soluções com cálcio podem ser administradas sequencialmente uma após a outra, se forem utilizadas vias de perfusão em locais diferentes, ou se as linhas de perfusão forem substituídas ou cuidadosamente lavadas entre as perfusões, com solução salina fisiológica, para evitar a precipitação.

Os estudos efectuados mostram que a ceftriaxona, tal como outras cefalosporinas, pode deslocar a bilirrubina da sua ligação à albumina sérica. Deve portanto, ter-se cuidado quando se considera o tratamento com Ceftriaxona Sidefarma em recém-nascidos com hiperbilirrubinemia. Ceftriaxona Sidefarma não deve ser administrada a recém-nascidos (especialmente prematuros) em risco de desenvolverem encefalopatia pela bilirrubina. Em tratamento prolongado devem ser realizadas análises sanguíneas periodicamente.

Este medicamento pode alterar os resultados de algumas análises sanguíneas (tal como o teste de Coombs). É importante informar o seu médico que está a utilizar este medicamento, se tiver de efectuar qualquer um destes testes. Este medicamento pode também alterar os resultados de testes na urina não-enzimáticos para o açúcar. Se tiver diabetes e testar a sua urina por rotina, informe o seu médico. Podem ter de ser utilizados outros testes para monitorizar a sua diabetes, enquanto tiver a utilizar este medicamento.

Informações importantes sobre alguns componentes de Ceftriaxona Sidefarma
Ceftriaxona Sidefarma contém aproximadamente 83 mg (3,6 mmol) de sódio por grama de ceftriaxona. Esta informação deve ser tida em consideração em doentes com ingestão controlada de sódio.

Utilizar Ceftriaxona Sidefarma com outros medicamentos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Até ao presente, não se observou a diminuição da função renal pela administração simultânea de doses elevadas de ceftriaxona e diuréticos muito potentes (ex. furosemida). Não existe evidência de que ceftriaxona aumente a toxicidade renal dos aminoglicosídeos.

Num estudo farmacocinético de interacção medicamentosa, realizado em voluntários saudáveis, não se observou interacção entre a ceftriaxona e a azitromicina.

Em estudos comparativos entre a ceftriaxona (associada a outros medicamentos) e o ertapenem, a ceftriaxona não alterou significativamente o perfil de acontecimentos adversos do ertapenem.

Não houve evidência de qualquer efeito semelhante ao do dissulfiram devido à ingestão de álcool após a administração de ceftriaxona. A ceftriaxona não possui um núcleo N-metiltiotetrazol associado à possível intolerância ao etanol e problemas de hemorragia de outras cefalosporinas.

A eliminação de ceftriaxona não é alterada pelo probenecide.

Num estudo in vitro, foram observados efeitos antagonistas com a associação de cloranfenicol e ceftriaxona.
Em doentes tratados com ceftriaxona, o teste de Coombs pode, raramente, dar falsos positivos. A ceftriaxona, como outros antibióticos, pode resultar num falso positivo nos testes da galactosemia. Da mesma forma, os métodos não enzimáticos para determinação da glucose na urina podem dar resultados falsos-positivos. Por esta razão, a determinação da glucose na urina durante o tratamento com Ceftriaxona Sidefarma deve ser feita por método enzimático.

A ceftriaxona pode afectar de modo adverso a eficácia dos contraceptivos hormonais orais. Consequentemente, recomenda-se a utilização de métodos complementares de contracepção (não hormonais) durante o tratamento e no mês a seguir ao tratamento.

Utilizar Ceftriaxona Sidefarma com alimentos ou bebidas
Não aplicável.

Gravidez e aleitamento
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Gravidez
A ceftriaxona atravessa a barreira placentária. Ainda não foi estabelecida a segurança do uso de ceftriaxona durante a gravidez humana.

Aleitamento
A ceftriaxona é excretada em baixas concentrações no leite materno, pelo que é necessário cuidado quando se administra ceftriaxona a mulheres a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas
Uma vez que a ceftriaxona pode induzir tonturas, a capacidade de conduzir e utilizar máquinas pode ser afectada.

Como utilizar Ceftriaxona Sidefarma
Utilizar Ceftriaxona Sidefarma sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual é:
Adultos e adolescentes com idade superior a 12 anos, com um peso corporal = 50 kg:
A dose habitual é de 1-2 g de ceftriaxona, administrada uma vez por dia (a cada 24 horas). Nos casos de infecção grave ou infecções causadas por microrganismos moderadamente sensíveis, a dose pode ser elevada até 4 g, administrados uma vez por dia.

Recém-nascidos (com idade compreendida entre os 0 e 14 dias):
20-50 mg por kg de peso corporal, por via intravenosa, uma vez por dia (intervalos de 24 horas). Nos casos de infecção grave, não deve ser ultrapassada a dose diária de 50 mg por Kg de peso corporal.

Crianças com idade entre os 15 dias e os 12 anos de idade e com peso corporal < 50 kg:
20-80 mg por kg de peso corporal, uma vez por dia (intervalos de 24 horas). Nos casos de infecção grave, não deve ser ultrapassada a dose diária de 80 mg por kg de peso corporal, excepto nos casos de meningite (consultar: Recomendações especiais de dosagem).
As crianças com um peso corporal de 50 kg ou mais recebem a dose de adulto, uma vez por dia (ver em cima).
A administração intravenosa de doses 50 mg/kg, deve ser feita por perfusão durante, pelo menos, 30 minutos.

Idosos:
A posologia recomendada para o adulto não requer modificações nos doentes idosos.

Grupo etário Posologia normal Frequência
Recém-nascidos
(idade 0 – 14 dias)
20-50 mg/kg
Máximo: 50 mg/kg
Uma vez ao dia
Crianças 15 dias – 12 anos de idade > 50 kg 20-80 mg/kg
Máximo: 80 mg/kg
Uma vez ao dia
Adolescentes
entre os 12 -17 anos = 50 kg
1-2 g
Máximo: 4 g
Uma vez ao dia
Adultos
= 17 anos
1-2 g
Máximo: 4 g
Uma vez ao dia
Idosos 1-2 g
Máximo: 4 g
Uma vez ao dia


Duração do tratamento
A duração do tratamento varia de acordo com a evolução da doença.
Tal como com a antibioterapia em geral, a administração de Ceftriaxona Sidefarma deve continuar por um período mínimo de 48-72 horas após o desaparecimento da febre ou evidência de erradicação bacteriana, com excepção da otite média aguda na criança e no lactente (consultar o ponto "Recomendações especiais de dosagem").

Terapêutica combinada
Em condições experimentais, observou-se sinergia entre ceftriaxona e aminoglicosídeos em relação a muitas bactérias gram-negativas. Apesar de não ser sempre previsível a actividade aumentada de tais combinações, estas devem ser consideradas em caso de infecções graves, com risco de vida, devidas a microrganismos como a Pseudomonas aeruginosa. Uma vez que há incompatibilidade física, os dois fármacos devem ser administrados separadamente nas doses recomendadas.

Recomendações especiais de dosagem:
Meningite:
Na meningite bacteriana em bebés e crianças, o tratamento é iniciado com 100 mg por kg de peso corporal, uma vez por dia (não excedendo os 4 g diários). Assim que o microrganismo causal tenha sido identificado e a sua sensibilidade determinada, a posologia pode ser reduzida de acordo com os dados encontrados. Em recém-nascidos com 0 – 14 dias de idade, a dose não deverá ser superior a 50 mg/kg/24 h.

A seguinte duração do tratamento mostrou ser eficaz:
Neisseria meningitidis - 4 dias
Haemophilus influenzae - 6 dias
Streptococcus pneumoniae - 7 dias

Borreliose de Lyme:
Crianças e adultos - 50 mg/kg até um máximo de 2 g, uma vez por dia, durante 14 dias.

Gonorreia (estirpes produtoras e não produtoras de penicilase):
Para o tratamento da gonorreia, recomenda-se uma dose única de 250 mg de Ceftriaxona Sidefarma por via i.m..

Infecções do ouvido (otite média aguda na criança e no lactente):
No tratamento de determinadas otites médias agudas na criança e no lactente, nomeadamente caso tenha ocorrido falência do tratamento anterior ou na impossibilidade de garantir um tratamento adequado por via oral, recomenda-se a seguinte posologia:
- no caso de falência da terapêutica anterior: 50 mg/kg/dia, durante três dias.
- em alternativa aos tratamentos por via oral: 50 mg/kg numa única injecção.

A falência do tratamento anterior (com duração do tratamento de pelo menos 72 horas) é definida pela persistência, reaparecimento ou agravamento da sintomatologia ou ainda pelo aparecimento de otorreia. Esta situação exige comprovação bacteriológica por paracentese ou por colheita da otorreia.

Excepcionalmente no lactente com menos de 30 meses e na impossibilidade de assegurar um tratamento adequado por via oral, recomenda-se o tratamento da otite média aguda com ceftriaxona, como terapêutica de primeira linha, especialmente em caso de otite média aguda que se suspeite ser devida a pneumococos, nas regiões de forte prevalência de resistência do pneumococo à penicilina.

Insuficiência renal e hepática:
Em doentes com função renal diminuída não existe necessidade de reduzir a posologia de Ceftriaxona Sidefarma, desde que a função hepática esteja normal. Apenas em casos de insuficiência renal pré-terminal (clearance da creatinina < 10 ml/min) a posologia de Ceftriaxona Sidefarma não deve exceder 2 g/dia. Em doentes com doença hepática, não é necessário reduzir a posologia, desde que a função renal esteja normal. Em doentes com insuficiência hepática e renal graves, as concentrações plasmáticas da ceftriaxona devem ser determinadas a intervalos regulares e, se necessário, deve ser feito o ajuste da dose.

Em doentes submetidos a hemodiálise, não é necessária uma dose adicional de Ceftriaxona Sidefarma após a hemodiálise. No entanto, as concentrações plasmáticas devem ser monitorizadas para determinar se há necessidade de ajuste de dose, uma vez que a taxa de eliminação nestes doentes pode estar alterada.

Se utilizar mais Ceftriaxona Sidefarma do que deveria
Deverá consultar imediatamente o médico ou dirigir-se à urgência hospitalar mais próxima, se for administrada uma dose excessiva de Ceftriaxona Sidefarma, por exemplo em caso de ingestão acidental por uma criança.

Caso se tenha esquecido de utilizar Ceftriaxona Sidefarma
Quando tal acontecer, deve recomeçar o tratamento logo que se lembre. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar

Se parar de utilizar Ceftriaxona Sidefarma
Não aplicável.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis
Como todos os medicamentos, Ceftriaxona Sidefarma pode causar efeitos secundários, no entanto, estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos indesejáveis são normalmente moderados e de curta duração.

Infecções e infestações:
Raros: micose genital.
Podem desenvolver-se super-infecções causadas por microrganismos não sensíveis à ceftriaxona (candida, fungos e outros microrganismos resistentes). A colite pseudomembranosa é um efeito indesejável raro provocado por infecção por Clostridium difficile durante o tratamento com ceftriaxona. Consequentemente, a possibilidade da doença deve ser considerada nos doentes que apresentem diarreia após a utilização do fármaco antibacteriano.

Doenças do sangue e do sistema linfático (cerca de 2%):
Eosinofilia, leucopenia, neutropenia, granulocitopenia, anemia hemolítica e trombocitopenia.
Frequência desconhecida: foram notificados casos de agranulocitose (< 500/mm3), a maior parte dos quais após 10 dias de tratamento e após doses totais de 20 g ou mais.
Foram notificadas, como efeitos secundários muito raros, perturbações da coagulação.

Doenças do sistema imunitário (raros):
Reacções anafilácticas ou anafilactóides, p.ex., broncospasmos.

Doenças do sistema nervoso (raros):
Cefaleia, tonturas e tremores.

Afecções do ouvido e do labirinto (raros):
Vertigens.

Doenças gastrointestinais (cerca de 2% dos casos):
Fezes moles ou diarreia, náuseas, vómitos, estomatite e glossite.
Ocorreram notificações isoladas de pancreatite.

Afecções hepatobiliares:
Raros: aumento das enzimas hepáticas e precipitação sintomática de sal de cálcio de ceftriaxona na vesícula biliar.
Foi observada precipitação do sal de ceftriaxona-cálcio na vesícula biliar, a maioria em doentes tratados com doses superiores à dose normal recomendada. Estudos prospectivos em crianças demonstraram uma incidência variável da precipitação com a injecção intravenosa, em alguns estudos acima de 30%. A incidência parece ser menor com perfusões mais lentas (20-30 minutos). Este efeito é geralmente assintomático mas, em casos raros, as precipitações foram acompanhadas de sintomas clínicos como dor, náuseas e vómitos. Nestes casos, é recomendado o tratamento sintomático. Geralmente, a precipitação é reversível após a descontinuação da ceftriaxona.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos (cerca de 1%):
Exantema, dermatite alérgica, prurido, urticária e edema.
Frequência desconhecida: foram notificadas reacções adversas cutâneas graves (eritema multiforme, síndrome de Stevens Johnson ou síndrome de Lyell/necrólise epidérmica tóxica).

Doenças renais e urinárias (raros):
Aumento da creatinina sérica, glicosúria, hematúria e oligúria.

A ceftriaxona não pode ser misturada ou administrada simultaneamente com soluções ou produtos contendo cálcio, mesmo utilizando vias de perfusão diferentes.
Foram notificadas, raramente, reacções adversas graves e, em alguns casos, fatais, em recém-nascidos prematuros e de termo (com idade inferior a 28 dias), que foram tratados com cálcio e ceftriaxona intravenosos. Foram observados, post-mortem, precipitados de sal de cálcio-ceftriaxona nos pulmões e rins.
O elevado risco de precipitação em recém-nascidos é devido ao seu reduzido volume sanguíneo e à semi-vida superior da ceftriaxona em comparação com os adultos (ver secções 4.3 Contra-indicações, 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização e 5.2 Propriedades farmacocinéticas).

Foram notificados casos muito raros de precipitação renal, principalmente em crianças com idade superior a 3 anos que foram tratadas com doses diárias elevadas (p.ex., = 80 mg/kg/dia), ou com doses totais que excederam 10 g, e que apresentavam outros factores de risco (p.ex., restrição de fluidos, acamados, etc.). O risco de formação de precipitados está aumentado em doentes imobilizados ou desidratados. Esta ocorrência pode ser sintomática ou assintomática, pode conduzir a insuficiência renal e anúria, sendo reversível após a descontinuação do tratamento com ceftriaxona.

Perturbações gerais e alterações no local da administração:
Raros: febre.
Ocorreram casos raros de reacções flebíticas após administração intravenosa. Estes acontecimentos podem ser minimizados através de uma injecção lenta do fármaco (2 a 4 minutos).
A injecção intramuscular sem a solução de lidocaína é dolorosa.
Exames complementares de diagnóstico.
Em doentes tratados com ceftriaxona, o teste de Coombs pode, raramente, dar falsos positivo. A ceftriaxona, como outros antibióticos, pode resultar num falso positivo nos testes da galactosemia. Da mesma forma, os métodos não enzimáticos para determinação da glucose na urina podem dar resultados falsos-positivos. Por esta razão, durante o tratamento com ceftriaxona, a determinação do nível de glucose na urina deve ser feita por método enzimático.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como conservar Ceftriaxona Sidefarma
Não existem requisitos especiais de conservação.
Conservar na embalagem de origem.
Após reconstituição a solução deve ser utilizada de imediato, contudo verificou-se manter-se estável, em condições assépticas controladas e validadas, durante 6 horas a temperatura inferior a 25ºC e 24 horas no frigorífico (2ºC-8ºC).

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Ceftriaxona Sidefarma após o prazo de validade impresso na embalagem exterior após VAL:. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Outras informações
Qual a composição de Ceftriaxona Sidefarma
A substância activa é a ceftriaxona (sal sódico)

Qual o aspecto de Ceftriaxona Sidefarma e conteúdo da embalagem
1 embalagem, contendo 1 frasco de 10 ml com 1000 mg de pó para solução injectável ou para perfusão.
1 embalagem, contendo 1 frasco de 50 ml com 2000 mg de pó para solução injectável ou para perfusão.

O pó estéril é acondicionado em frasco para injectáveis de vidro tipo II transparente de 10 ou 50 ml com rolha de borracha bromobutílica tipo I e cápsula de fecho tipo flip-off em alumínio e polipropileno contendo 1000 mg ou 2000 mg de ceftriaxona (sal sódico).

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Sidefarma – Sociedade Insdustrial de Expansão Farmacêutica, S.A.
Rua da Guiné, nº 26, 2689-514 Prior Velho
Portugal
Tel. 21 942 61 00
Fax: 21 941 62 05
E-mail: geral@sidefarma.pt

Fabricante
Reig Jofré, S.A.
Jarama s/nº Polígono Industrial
45007 Toledo
Espanha

Este folheto foi aprovado pela última vez em 28/01/2010

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos cuidados de saúde:
Preparação da solução para injecção intramuscular:
Para a preparação da injecção i.m., Ceftriaxona Sidefarma 1000 mg deve ser dissolvido em 3,5 ml de cloridrato de lidocaína a 1%.

A solução assim reconstituída deve ser injectada num músculo largo. Recomenda-se não injectar mais do que 1000 mg no mesmo local. A dose máxima diária por administração intramuscular não deve exceder 2 g.

A solução de lidocaína NÃO deve NUNCA ser administrada por via intravenosa. O Resumo das Características do Medicamento de lidocaína a 1% deve ser considerado.

Não é aconselhável a administração intramuscular de ceftriaxona em recém-nascidos e crianças com idade inferior a 2 anos. Preparação da solução para injecção intravenosa:
Para a preparação da injecção i.v., Ceftriaxona Sidefarma 1000 mg deve ser dissolvido com 10 ml de água estéril para injectáveis.

A administração intravenosa deve fazer-se durante 2 a 4 minutos.

Perfusão intravenosa:
Para a perfusão i.v., Ceftriaxona Sidefarma 2000 mg deve ser dissolvido em 40 ml de uma das seguintes soluções de perfusão, sem cálcio:
-cloreto de sódio 0,9%;
-cloreto de sódio 0,45% + dextrose 2,5%;
-dextrose 5%;
-dextrose 10%;
-dextrano 6% em dextrose 5%;
-hidroxietilamido 6-10%;
-água para injectáveis.


A perfusão deve ser administrada durante, pelo menos, 30 minutos.

As soluções de Ceftriaxona Sidefarma não devem ser misturadas com soluções contendo outros antibióticos ou soluções que não sejam as acima mencionadas, devido à possibilidade de incompatibilidade.
A solução de lidocaína NÃO deve NUNCA ser administrada por via intravenosa. O Resumo das Características do Medicamento de lidocaína a 1% deve ser considerado.

Não devem ser utilizados solventes que contêm cálcio (p. ex., solução de Hartmann ou solução de Ringer) para reconstituir os frascos para injectáveis de ceftriaxona, ou para diluir um frasco para injectável reconstituído para administração intravenosa, pois pode formar-se um precipitado. A precipitação de ceftriaxona-cálcio também pode ocorrer quando a ceftriaxona é misturada, na mesma via de administração endovenosa, com soluções contendo cálcio. Como tal, a ceftriaxona e as soluções com cálcio não podem ser misturadas ou administradas simultaneamente (ver Não utilize Ceftriaxona Sidefarma e Tome especial cuidado com Ceftriaxona Sidefarma).

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